Quinta-feira, 19 de Julho de 2012

Raptos em Maputo: Polícia acciona ‘caça’ aos mandantes após detenção de operacionais

Uma vez detidos os indivíduos descritos como sendo os operacionais na prática de crimes de rapto de pessoas, com enfoque para agentes económicos, que se vinham registando no país, as atenções das autoridades policiais viram agora para a procura dos respectivos mandantes.

Até aqui, segundo Pedro Cossa, porta-voz do Comando-Geral da PRM, o que se conseguiu foi prender cinco operativos que, interrogados individualmente, confirmaram o seu envolvimento nos 22 raptos registados nos últimos meses em diversas partes do país.
“A questão principal neste momento é saber quem foi o cérebro dos crimes. Os detidos confirmaram ser os operativos, mas falta-nos os mandantes. Com a colaboração dos operacionais queremos chegar até eles de modo a responsabilizá-los. A Polícia não vai descansar enquanto não desmantelar toda a teia de raptores” – garantiu Cossa, em declarações dadas ao jornal Notícias de Maputo.

A fonte do jornal sublinhou, entretanto, que com estas detenções pode-se dizer que “os raptos chegaram ao fim, uma vez que os principais executores estão todos eles na cadeia”.
“Poderá, numa eventualidade qualquer, surgir um e outro caso. A esses não poderemos atribuir a responsabilidade aos cinco operativos confessos, mas sim poderá ser a continuidade da acção dos mandantes que, com o poder financeiro que têm, podem contratar novas pessoas para executar este tipo de trabalho. É por isso que afirmamos que o nosso objectivo é chegar até aos cérebros deste tipo de crimes para pormos cobro a esta prática” – disse.
Entretanto, dez viaturas, seis das quais adquiridas como produto dos sequestros, duas armas de fogo do tipo pistola e três residências confiscadas é o saldo da operação policial que culminou com a detenção dos cinco operacionais.
De acordo com Pedro Cossa, quatro das dez viaturas apreendidas foram usadas pelos sequestradores para transportar as suas vítimas, enquanto as restantes são novas e foram adquiridas com o dinheiro pago pelos familiares para o resgate.
Ajuntou que, para além de a Polícia ter recuperado 13 biliões de meticais das mãos dos raptores na conta de uma só cidadã envolvida nos raptos foi possível encontrar 14 milhões de meticais. Interrogada pela equipa de investigadores ela confirmou tratar-se de valores resultantes dos raptos e que foi lhe entregue pelo grupo.
Por outro lado, a Polícia encoraja a todas pessoas, sobretudo aos agentes económicos que eventualmente tenham sido chantageados ou ameaçados pelos indivíduos ora detidos no sentido de apresentarem denúncias de modo a ajudarem nas investigações.
“Apelamos a todos aqueles que por motivos de segurança e por recearem ser raptados viram-se forçados a sair da cidade ou do país para que voltem e denunciem os actos praticados pelos raptores” – apontou Pedro Cossa.
No que se refere às casas confiscadas e que vinham sendo usadas para manter as vítimas no cativeiro, a Polícia indica que elas não são dos raptores, mas sim dos mandantes ora a monte. Como método que visava despistar a Polícia e os familiares, os sequestradores usavam-nas de forma rotativa.
“Tudo isso foi descoberto pela Polícia sem o envolvimento de nenhuma outra força, ou seja, pelos agentes da Polícia de Protecção e de Investigação Criminal. Até aqui não sentimos a necessidade de envolver outras forças, nem sequer a Interpol, embora a PRM seja membro de pleno direito desta organização. Porque as investigações estão a decorrer, caso se justifique poderemos solicitar ajuda, mas até aqui não se afigura pertinente” – acrescentou.
Para além dos cinco detidos, foram arroladas mais de dez pessoas que se acredita estarem ligadas a estes casos. Do grupo dos cinco moçambicanos detidos consta uma mulher funcionária de uma empresa privada, e ainda um filho de um Adjunto-Comissário da Polícia, cujos nomes vão continuarem segredo para não perturbar as investigações em curso.
publicado por Jornal NMz Moçambique às 14:02
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Passos Coelho chega hoje a Maputo para reunião de chefes de Estado e de governo

O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, chega ao fim do dia a Maputo para participar na cimeira de chefes de Estado e de governo da CPLP, que se realiza na sexta-feira na capital moçambicana.

Em Maputo encontram-se já o Presidente da República, Cavaco Silva, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.

Na cimeira de sexta feira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) participam igualmente os Presidentes de Moçambique, Armando Guebuza, de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, de Cabo Verde, Jorge Fonseca, e de São Tomé e Príncipe, Manuel Pinto da Costa.

Angola e Brasil serão representados pelos vice-presidentes, respetivamente, Fernando da Piedade Dias dos Santos e Michel Temer, este à frente de uma delegação de 40 pessoas.

A Guiné-Bissau será representada pelo Presidente interino deposto no golpe de Estado de 12 de abril, Raimundo Pereira, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Mamadu Djaló Pires, também afastado pelas novas autoridades de Bissau, não reconhecidas pela CPLP.

Também o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, participam no encontro de sexta-feira, no qual Angola cede a presidência rotativa da organização a Moçambique.

Hoje, decorre a XVII reunião ordinária do conselho de ministros da CPLP, de cuja agenda consta a eleição do novo presidente do órgão, a recondução do diretor executivo do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP) e apresentação do programa da presidência moçambicana da CPLP para o biénio 2012/2014.
Na reunião será feito um balanço sobre a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) nos países da CPLP,num relatório da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), presidido pela moçambicana Graça Machel.
O conselho de ministros da CPLP deverá ainda aprovar a revisão dos estatutos da organização e o acordo sobre a concessão de vistos de múltiplas entradas nos estados-membros bem como o Programa Indicativo de Cooperação da CPLP para 2013-2016, entre outros instrumentos.
publicado por Jornal NMz Moçambique às 13:45
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Terça-feira, 17 de Julho de 2012

Ladrões de cartões de ATM’s postos fora de acção em Maputo

Dois indivíduos identificados por Joaquim Nduane, de 52 anos, e Fautino Matsinhe, 31 anos, estão desde há dias a contas com a Polícia na 3.ª Esquadra, em conexão com o roubo de cartões de bancos nas caixas automáticas (ATMs), na cidade de Maputo.


Arnaldo Chefo, porta-voz da Polícia no comando da cidade de Maputo, é citado pelo jornal Notícias a dizer que os detidos fazem parte de um grupo de três que operava nos bancos comercias da capital, tendo como vítimas pessoas sem domínio do uso de cartão.
“Eles ficavam nas ATMs à espera de um cidadão sem domínio no manejo de operações nas caixas automáticas e se ofereciam para ajudar. Neste processo, memorizavam o código do cartão – PIN – e extraviavam sem que este se apercebesse, entregando um outro inválido”, explicou.

Falando no habitual encontro com a Imprensa, Chefo disse que este tipo de roubo de cartões em bancos está muitas vezes aliado à desatenção das vítimas que, na sua maioria, são mulheres e idosos.
“Esta quadrilha encontrava muitas vezes senhoras sem experiência em operações bancárias (nas ATMs) e o processo era tão rápido que as vítimas só vêm a descobrir depois. Os criminosos efectuam depois transacções com o cartão até que seja bloqueado após uma informação ao banco”, acrescentou.
A fonte disse ainda que um trabalho de investigação está a ser levado a cabo pela corporação com vista à neutralização do terceiro membro da quadrilha em parte incerta.
A desarticulação da quadrilha e detenção dos respectivos membros é resultado de um trabalho que as autoridades policiais efectuaram nalguns estabelecimentos bancários com vista a neutralizar indivíduos que se dedicam a este tipo de fraudes que se verificam actualmente.

“Nós tínhamos conhecimento do « modus operandi » desta quadrilha.O que nós fizemos foi encetar buscas para localizar e neutralizá-los”, concluiu.
publicado por Jornal NMz Moçambique às 15:48
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2012

Matola: mulher morta por ter recusado relação sexual

Um indivíduo identificado por Adérito Langa, 29 anos de idade, matou a sua esposa na madrugada de quarta-feira, no bairro de Ndlavela, município da Matola, por razões passionais. O assassínio foi o culminar de uma discussão iniciada quando a malograda, Georgina Alexandre Tembe, 23 anos, se mostrou indisponível para uma relação íntima solicitada pelo esposo, de acordo com Emídio Mabunda, oficial de Imprensa no Comando provincial da Polícia de Maputo.
Face à esta situação, ter-se-á envolvido numa troca de palavras ao ponto de a vítima ameaçar abandonar o lar, levando consigo a única filha do casal, de apenas dois anos de idade.
Na disputa do bebé, Adérito Langa, relojoeiro de profissão, desferiu um golpe na cabeça da esposa, causando-a ferimentos graves que provocariam a morte da Georgina.
“Ela queria arrancar-me a criança. Lutámos e, sem intenção, bati-lhe na cabeça. Depois disso, ela foi-se deitar na cama. Eu decidi dormir com o bebé na esteira até que cerca das quatro horas me apercebi que ela estava sem vida, uma vez que já não respirava”, contou.
Dando conta do sucedido, o agressor, detido logo de manhã, refugiou-se em casa de uma irmã, localizada muito perto da sua residência, onde segundo explicou, ia comunicar o facto e buscar auxílio. A Polícia viria tomar conhecimento da ocorrência através do tio da vítima.
Adérito Langa afirmou não saber as razões que terão levado a sua esposa a decidir pelo abandono do lar.
publicado por Jornal NMz Moçambique às 11:25
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