Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012

Oito garimpeiros morrem soterrados em Manica

Oito garimpeiros perderam a vida na madrugada do dia 18 de Novembro passado, domingo, na localidade de Dunda, no distrito de Macossa, na província de Manica, na sequência do desabamento de uma mina de ouro na altura em que os garimpeiros se encontravam em plena actividade.

Segundo a Justiça Ambiental (JA) que cita fontes locais, 12 garimpeiros exercendo a mineração artesanal terão sido soterrados por volta das 23 horas do dia 17 de Novembro último quando se encontravam em mais uma jornada de trabalho. As mesmas fontes confirmaram a remoção dos oito corpos sem vida do local do acidente, sendo que três dos quais as cerimónias fúnebres já foram realizadas no Povoado de Nhantsana, no distrito de Guro. Quatro foram socorridas ainda a tempo.

A JA exorta em seu comunicado às autoridades governamentais provinciais e nacionais para uma maior acção de fiscalização e controlo de proliferação de mineração artesanal em condições extremamente perigosas e sem segurança como forma de evitar a perda de mais vidas humanas e delapidação de recursos mineiros e naturais que tende-se a agravar nos últimos cincos anos no país.

Ainda de acordo com a JA, só em Manica estima-se que cerca de 30mil pessoas, entre nacionais e estrangeiros, exercem a mineração artesanal, nos distritos de Manica, Sussundenga, Macossa,Báruè e Guro. Há cerca de três anos, mais de 100 garimpeiros, entre moçambicanos e zimbabweanos morreram por causa de uma vaga de frio e más condições nas minas de Mussambtewere, no distrito de Sussundenga. No ano passado, sete garimpeiros morreram soterrados nas minas de Tropa, no distrito de Macossa.

Em Março e Abril deste ano, dois outros garimpeiros morreram, nas mesmas circunstâncias, numa mina de Turmalinas, nos distritos de Báruè e Manica, respectivamente. Refira-se que as autoridades moçambicanas perderam quase o controlo do saque e delapidação de recursos mineiros e naturais existentes um pouco por todo o país, situação propiciada pela deficiente implementação de políticas e acções concretas e pela passividade do executivo de Maputo, contra práticas recorrentes de mineração artesanal constituindo assim grandes incentivos para este tipo de situação.
publicado por Jornal NMz Moçambique às 15:15
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