Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012

Polícia diz que violações sexuais estão relacionadas com consumo de álcool

A Polícia da República de Moçambique (PRM) a nível dos postos de Xinavane, Maragra e Calanga, distrito de Manhiça, província de Maputo, aponta o consumo excessivo de álcool como a principal causa das violações sexuais.

Estas localidades são atravessadas pelo rio Incomati e são maiores produtores de cana-doce na província. Isto faz com que cada casa tenha um destilador caseiro de álcool. Além de consumo, o álcool também é uma fonte de rendimento.

Em Calanga, por exemplo, no ano passado registaram-se quatro casos de violência sexual devido ao consumo de álcool de fabrico caseiro. Este ano, nenhum caso foi reportado junto às autoridades policiais.
“Há casos de violações sexuais provocadas por consumo de álcool que são resolvidos ao nível familiar”, disse Júlio Manhangal, comandante da PRM em Calanga.

Já em Xinavane, são reportados casos de mães e filhas que são violadas em locais de venda de álcool de fabrico caseiro. Os que protagonizam estes actos nem são naturais de Xinavane.
“Indivíduos de diversos pontos da província de Maputo deslocam-se à Xinavane para fazer parte de feiras que realizam. Depois metem-se em bebedeiras que terminam em violações”, disse Helena Pedro, do gabinete da Assistência Jurídica da Associação das Mulheres Desfavorecidas da Indústria Açucareira em Xinavane.

Helena acrescentou que existem pais que fogem da responsabilidade dos seus filhos em Xinavane.
“Temos casos de pessoas que vêm a Xinavane para trabalhar e acabam tendo filhos. Não dão pensão de alimento. Quando terminam os contractos, voltam para as origens e os filhos ficam em Xinavane”, disse sublinhando que nos últimos seis meses, resolveu igual número de casos de crianças “sem pais”.

Por seu turno, o comandante da Polícia em Xinavane, Ângelo Faustino, disse que se registam entre 15 e 20 casos de violações sexuais por mês.
“Estes casos são frequentes em Xinavane. Neste momento estamos a sensibilizar a fábrica no sentido de conversar com seus trabalhadores”, disse.

A Action Aid está a implementar através do Movimento de Educação para Todos, Associação de Mulheres Desfavorecidas na Indústria Açucareira e Faculdade da Educação da Universidade Eduardo Mondlane, capacitações em matéria de todo o tipo de violência contra a mulher e criança. Na semana passada, na Manhiça, foram formados 30 Polícias, 20 para-legais e 10 activistas comunitários. Esta experiência, de agirem em conjunto, vai ser usada como modelo para outros pontos do país.
publicado por Jornal NMz Moçambique às 09:45
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Janeiro 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
12
13
18
20
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Vandalizada sede do MDM

. Professores de nível supe...

. Raios mataram oito pessoa...

. Saúde preocupada com elev...

. Enfermeiros reúnem-se par...

. Ministro exonera deputado...

. Caso sequestros: Ministro...

. Em plena consulta: Explos...

. Oposição critica “insensi...

. Jorge Khálau reconduzido ...

.arquivos

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

.tags

. todas as tags

.favorito

. CIDADE DE TETE, VENDA DE ...

. BREVE HISTORIAL DE NOTÍCI...

. MOVIMENTO NMOZ:: Juntos ...

blogs SAPO

.subscrever feeds