Sábado, 10 de Novembro de 2012

Neutralizado no George Dimitrov o falso agente da polícia que extorquia vendedores

UM indivíduo que se fazia passar por agente da Polícia Municipal está a ver o sol aos quadradinhos numa das celas da 15ª esquadra da PRM, após burlar oito comerciantes em alguns bairros da cidade de Maputo.

O burlador, acusado de falsas qualidades, foi detido no mercado George Dimitrov (Benfica), localizado no bairro com o mesmo nome, na cidade de Maputo, em mais uma tentativa de enganar as pessoas.

Na posse do indivíduo em causa, identificado por Ildo Francisco Gabriel, 34 anos, e residente no bairro de Magoanine “A”, foram apreendidas duas licenças de igual número de estabelecimentos comerciais e produtos alimentares.

Para lograr os seus intentos, Ildo Gabriel apresentava-se aos estabelecimentos comerciais trajado de uniforme da Polícia Municipal que ele próprio roubara a um membro desta força, no bairro de Maxaquene.

Segundo conta Edson Mucavel, uma das vítimas, o falso agente se aproveitava do facto de alguns comerciantes apresentarem documentos com irregularidades, situação à qual o falso polícia ameaçava penalizar com pesadas multas.

“Ele pedia documentos da loja e questionava sobre o cumprimento das normas de postura municipal e quando houvesse anomalias dava duas possibilidades: o pagamento de uma multa elevada ou então pedia dinheiro, cujo montante variava de 100 e 200 meticais”, conta Edson Mucavel, uma das vítimas.

O meliante operava também nos mercados dos bairros de Magoanine, Laulane e Xiquelene.
Em caso de falta de colaboração, o burlador ameaçava prender o proprietário ou então chamar agentes Força de Intervenção Rápida (FIR).

Segundo Januário Macandza, outro comerciante vítima, o falso agente foi neutralizado após uma observação sistemática da sua actuação em que não apresentava postura policial e usava um folhetim de multas sem inscrição do Conselho Municipal.

“Ele chegou à banca do meu amigo e exigiu licença do exercício de actividade e extintor de incêndio, o que ele não tinha. Nesse instante, tirou um papel para aplicar uma multa no valor de 1.380 meticais. Apercebemo-nos que não tinha timbre e ligamos para um agente municipal que depois se encarregou de chamar a Polícia da República de Moçambique (PRM)”, explicou.

Segundo Arnaldo Chefo, porta-voz da Polícia no Comando da Cidade, esta forma de agir é uma das várias estratégias usadas por cidadãos para burlar cidadãos incautos. “Trata-se de mais uma das artimanhas em busca de sobrevivência. Mas a Polícia está a investigar o indivíduo, na tentativa de neutralizar outros membros do grupo de falsos polícias que operam na capital”, concluiu.
publicado por Jornal NMz Moçambique às 12:25
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