Segunda-feira, 5 de Novembro de 2012

Moçambicana detida na Tailândia aponta Nini Satar como dono da droga

O empresário moçambicano, Nini Satar, está a ser implicado no caso de tráfico de droga que foi apreendida na Tailândia, com uma cidadã moçambicana que agora enfrenta pena da morte.

A moçambicana de nome Mónica Novela, detida no dia 14 de Outubro passado em Tailândia, quando ouvida pela polícia tailandesa e Interpol, teria apontado o nome de Nini Satar como o dono da droga.
Mónica Novela, residente no bairro de Mavalene, em Maputo, foi detida na posse de cerca de seis quilogramas de uma droga denominada metanfetamina cristal– droga perigosa com efeitos similares aos da cocaína.

Segundo soube o Canalmoz, esta mulher apontou Nini Satar como dono da droga e disse que a droga chegou às suas mãos através de um trabalhador de Nini de nome César Romão António, também moçambicano.

Nini foi ouvido na passada sexta-feira pela Polícia de Investigação Criminal (PIC), numa sessão que iniciou das 9 horas até as 15 horas, nas celas do comando da Polícia, na cidade de Maputo, onde encontra-se encarcerado.

Como se sabe, Nini está a cumprir pena de prisão maior, condenado no caso de assassinato do jornalista Carlos Cardoso, como mandante, mas onde foi também referido o nome de Nyimpine Chissano, falecido filho do ex-estadista moçambicano, Joaquim Chissano, também como mandante. O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo chegou a abrir processo autónomo contra Nyimpine, mas este morreu antes do caso ser julgado.

Nini Satar, que negou durante o julgamento, ter relação com assassinato de Carlos Cardoso, cumpre pena de 24 anos de prisão, e o seu nome vem sendo apontado nos últimos tempos em muitos casos criminais que sucedem enquanto ele está na cadeia. Em Fevereiro deste ano, ele juntamente com o irmão Ayob Satar foram transferidos da cadeia de máxima segurança para as celas do Comando da Polícia da Cidade de Maputo, alegando-se que eles eram os mentores dos raptos que acontecem na cidade de Maputo. Mas numa exposição feita ao provedor da Justiça, Nini disse e está escrito que a sua transferência foi motivada por desentendimentos com o então director da PIC na Cidade de Maputo, Dias Balate. Apesar de Nini ser transferido para o Comando da PRM, os raptos continuaram e até a níveis mais frequentes.

Ainda este ano, o semanário Savana fez uma Reportagem sobre casos de falsificação de certidões de registo de imóveis que alegadamente acontecem em conservatórias da Cidade de Maputo. Apontou Nini Satar como um dos autores de tal crime. Agora é o tráfico de drogas que também é apontado a Nini.

Há, entretanto, quem aponta Nini como “bode expiatório” de muitos criminosos que actuam no País.
O Canalmoz tentou, sem sucesso, falar com os advogados de Nini sobre este caso da implicação do seu constituinte no tráfico de droga, mas continuaremos a tentar esta semana.
publicado por Jornal NMz Moçambique às 08:24
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