Domingo, 4 de Novembro de 2012

COISAS QUE NÃO ESTRANHAMOS- Alpendres que já não acolhem passageiros

A CIDADE de Maputo tem muitos problemas por resolver. De entre vários podemos apontar, o saneamento, a erosão na marginal e a organização do comércio. Entretanto, há coisas que, embora pequenas, merecem a atenção das autoridades municipais, pois podem até servir como indicadores do nível de gestão da urbe.

Esta pequena introdução vem a propósito de dois alpendres localizados na Avenida 24 de Julho, concretamente na paragem vulgarmente conhecida por “Entreposto”, uma das maiores paragens da capital do país., pois confluem ali utentes de vários pontos da cidade e zonas periféricas.

Dos dois alpendres, um encontra-se num estado degradado e lamentavelmente está prestes a tombar, constituindo risco para a vida dos transeuntes e passageiros, para além de beliscara estética que se pretende para uma capital de um país. Tal como se apresenta, até parece que nesta cidade não há fiscais municipais que deveriam detectar e corrigir essas anomalias do quotidiano da cidade.

De facto, não se compreende como é que um alpendre naquele estado pode permanecer muito tempo sem a devida reparação, constituindo perigo. Junto deste mesmo alpendre há um outro que já cedeu há muito tempo. Não se sabe porquê, mas não é reparado e nem removido dali, uma situação que afecta a imagem e a estética da zona.

Diz-se, entretanto, que os dois alpendres estão a cair de podre por acção do próprio homem que, sem pudor, e por vezes à luz do dia urina ali junto destas estruturas metálicas, corroendo-as, o que encurtou a sua “vida”.

A fechar, impõe-se-nos colocar algumas questões: como pode o Conselho Municipal desleixar-se e deixar que tal aconteça em plena Avenida 24 de Julho, uma das mais movimentadas e emblemáticas da capital. Uma artéria que lava o nome das nossas maiores conquistas nacionais: as nacionalizações.

O município não se deve permitir que numa altura destas em que a cidade cresce e se moderniza (com projectos ambiciosos, por exemplo a ponte Maputo-Catembe) tenhamos ainda coisas tão vergonhosas fruto de desatenção e, de certa forma, de desleixo.
À par da falta de urbanidade por parte de alguns munícipes, parece-nos haver aqui irresponsabilidade da parte de algum sector do Município, cuja tarefa é velar por aquilo que não está bem na cidade. Mesmo compreendendo que há outras prioridades, achamos que não se deve prescindir de outras coisas que, embora pequenas, como aqueles alpendres, podem até servir de indicador do nível de organização e gestão da nossa cidade.
publicado por Jornal NMz Moçambique às 09:54
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Janeiro 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
12
13
18
20
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Vandalizada sede do MDM

. Professores de nível supe...

. Raios mataram oito pessoa...

. Saúde preocupada com elev...

. Enfermeiros reúnem-se par...

. Ministro exonera deputado...

. Caso sequestros: Ministro...

. Em plena consulta: Explos...

. Oposição critica “insensi...

. Jorge Khálau reconduzido ...

.arquivos

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

.tags

. todas as tags

.favorito

. CIDADE DE TETE, VENDA DE ...

. BREVE HISTORIAL DE NOTÍCI...

. MOVIMENTO NMOZ:: Juntos ...

blogs SAPO

.subscrever feeds