Segunda-feira, 8 de Outubro de 2012

Por semana: Sessenta corpos são enterrados na vala comum no 'Lhanguene'

Está a aumentar o número de corpos que diariamente são enterrados na vala comum do Cemitério de Lhanguene, na cidade de Maputo, alegadamente por não terem sido reclamados pelos respectivos familiares.

Semanalmente, pelo menos 60 corpos recolhidos nas morgues das unidades sanitárias da capital são enterrados na vala comum, segundo dados da administração do cemitério de Lhanguene.

Florentino Ferreira, vereador para Salubridade e Cemitérios no Conselho Municipal de Maputo, é citado pelo jornal Notícias a dizer que o aumento do número de corpos que vão à vala comum resulta das mortes de indigentes e portadores de deficiência mental na via pública.
Ferreira, que falava há dias em Maputo, disse que este fenómeno já está a reduzir a disponibilidade de espaços também para este tipo de enterros.

Afirmou que o Município já está a trabalhar para encontrar uma solução para o problema, bem como continuar a sensibilizar as comunidades para assumirem a sua responsabilidade em relação aos parentes em convalescença.

A fonte explicou que uma das medidas adoptadas pelo município para conter o crescente número de corpos sepultados na vala comum é promover o uso de crematório, uma alternativa que a pouco e pouco está a ganhar espaço na sociedade moçambicana.

“Temos um crematório no cemitério de Lhanguene, mas o seu uso é feito com frequência pela comunidade Hindu da nossa cidade. Mas o que queremos é reduzir o número de corpos que são levados à vala comum”, referiu Ferreira, segundo o qual a ideia do Município é promover o crematório.

Acrescentou que o Conselho Municipal já está a fazer a prospecção para se obter preços de fornos crematórios que possam ser acessíveis para a sua instalação no novo cemitério de Michafutene para evitar transportar alguns óbitos do “Lhanguene”.
“Vamos manter os serviços da vala comum e o crematório no cemitério de Lhanguene e no Michafutene não vamos abrir vala comum, mas sim um forno crematório”, explicou o vereador.

Diariamente, são realizados no “Lhanguene” entre 35 e 40 funerais, números que são alcançados graças ao esforço que a Edilidade tem efectuado para continuar a garantir a operacionalidade dos serviços funerários.
publicado por Jornal NMz Moçambique às 11:37
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