Sábado, 22 de Setembro de 2012

Ataques à Polícia e ao Exército da Costa do Marfim causam 7 mortos

Pelo menos 7 pessoas morreram na Costa do Marfim depois que indivíduos armados atacaram duas esquadras da Polícia no sul do país, assim como um posto de fronteira com Gana, informaram nesta sexta-feira fontes do Ministério da Defesa marfinense.

Os ataques, perpetrados nesta quinta-feira, aconteceram no bairro de Port Bouët, em Abidjan - capital econômica do país -, e também na sulina cidade de Noé, na fronteira com a vizinha Gana.

O ministro de Defesa marfinense, Paul Koffi, disse que os ataques às esquadras de Port Bouët deixaram três mortos e que foi perpetrado por indivíduos que foram detidos e desarmados, embora não tenha revelado suas identidades.

Por sua vez, um alto oficial do Exército que solicitou o anonimato assegurou que houve uma "troca de tiros" na cidade fronteiriça de Noé, que terminou com quatro agressores mortos.

Port Bouët foi palco de outro atentado contra as Forças de Segurança marfinenses, quando, no dia 20 de agosto, o subtenente de Polícia Yacouba Koné foi sequestrado por um grupo de desconhecidos e, 24 horas mais tarde, seu corpo foi achado com nove marcas de bala.
Os factos da quinta-feira ocorreram após vários ataques contra o Exército e a Polícia em agosto passado, que causaram dezenas de mortos e que as autoridades atribuíram a seguidores do ex-presidente marfinense Laurent Gbagbo.

A Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim (Onuci) advertiu sobre a "tensa situação de segurança vivida em Abidjan e no oeste do país", acentuada pelos" persistentes rumores de ataques" que obrigaram a reforçar as patrulhas nessas áreas.

Nesse sentido, três pessoas foram detidas na semana passada na vizinha Gana por tentar comprar armas em relação com um suposto complot para cometer um golpe de Estado na Costa do Marfim.

A Costa do Marfim, maior produtor de cacau do mundo, está ainda imersa num complicado processo de reconciliação após a violência que seguiu à segunda volta das eleições presidenciais do dia 28 de novembro de 2010.

Nessas eleições, Gbagbo não reconheceu a sua derrota apesar de Ouattara ter sido declarado vencedor, o que provocou uma crise de cinco meses que colocou em conflito forças leais a um e outro político.
Pelo menos 3.000 pessoas morreram, 30 estão desaparecidas e 500 foram detidas de forma arbitrária em actos de violência posteriores às eleições, segundo a Promotoria do Tribunal Penal Internacional (TPI).

Detido no dia 11 de abril de 2011, Gbagbo foi levado no dia 29 de novembro do ano passado ao TPI, onde é acusado de quatro crimes de lesa-humanidade, entre eles estupros, assassinatos e perseguições dirigidas contra partidários de Ouattara.
publicado por Jornal NMz Moçambique às 11:54
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