Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012

Combate ao analfabetismo: Prioridade é também preparar jovens.

UM milhão e 840 mil moçambicanos na faixa dos 15 aos 24 anos de idade, dos quais um milhão e 89 mil raparigas, não estão a trabalhar e muito menos envolvidos em nenhum centro de formação, o que os deixa ainda mais longe dos processos com vista à sua alfabetização.


Estes dados constam de um relatório apresentado ontem, em Maputo, pela Open Society Initiative for Souther Africa, realizado em princípio de 2010, sobre o Ensino e Educação de Jovens e Adultos em Moçambique.

Segundo o consultor do estudo, Roberto Luís, outros cinco milhões e 759 mil adultos estão fora do emprego ou de formação, enquanto que um milhão e 316 mil jovens entre os 15 e 24 anos engrossam a lista dos desempregados. No entanto, para a nossa fonte, a ocupação ou formação destes jovens não pode ser só tarefa do Ministério da Educação, razão pela qual recomenda a outras tantas instituições a trabalharem no sentido de alfabetizar um número cada vez maior de moçambicanos.
As taxas actuais de analfabetismo situam-se em 48,1 por cento e a expectativa é que até 2015 sejam reduzidas para 30 por cento. Em 1978 situavam-se em 93 por cento, sendo que em 1982 passaram para 72 por cento e em 2001 para 60,5 por cento. Em 2004 situavam-se em 53,6 por cento e em 2007 em 50,4 por cento, estando actualmente em 48,1 por cento.
A estratégia do Ministério da Educação para a redução da taxa de analfabetismo centra-se em três pilares: acesso e retenção, melhoria da qualidade, relevância e fortalecimento da capacidade institucional.
De acordo com Roberto Luís, e citando o relatório, Moçambique ainda não possui um banco de dados ou estatísticas claras sobre quantas pessoas actualmente estão a ser alfabetizadas, por um lado.
Por outro lado, ele defende que o português não pode ser a única língua no processo de alfabetização, devendo-se abrir espaços para que as pessoas aprendam nas suas línguas maternas. Do mesmo modo, sustentou ele, a alfabetização não pode se cingir apenas no saber ler e escrever, devendo abranger outras componentes de ensino e aprendizagem de que as pessoas irão se servir delas para o resto da vida.
Por seu turno, Laurindo Nhacune, director nacional de Alfabetização e Educação de Adultos no MINED, garantiu que o sector já avançou muito no capítulo da alfabetização, estando neste momento a desenvolver vários projectos que anualmente permitem alfabetizar um milhão de pessoas.
publicado por Jornal NMz Moçambique às 17:32
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