Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012

Malawi: 2 milhões de pessoas afectadas pela fome

Subiu para cerca de dois milhões o número de malawianos afectados pela fome devido à fraca produção na última campanha agrícola, revela o último balanço do Programa Mundial da Alimentação.

Inicialmente, estimava-se em um milhão e quatrocentos mil o número de malawianos em situação difícil, mas a recente avaliação conjunta do governo e das organizações internacionais indica o surgimento de mais bolsas de fome.
De acordo com o PMA, os afectados pela fome vão precisar de assistência alimentar até Março do próximo ano, altura em que se prevê o início das colheitas, em particular do milho.
Dos vinte e oito distritos do Malawi, metade estão afectados pela fome, alguns dos quais de uma forma muito severa.
Até agora, o governo malawiano vai tentando socorrer as vítimas com base num donativo de cinco mil toneladas de milho, como primeira resposta à crise alimentar.
Para enfrentar a insegurança alimentar, o PMA necessita de cerca de quarenta milhões de doláres, mas até agora as contribuições dos parceiros aproximam-se a cerca dez milhões.
O Malawi está a braços com a fome devido a seca prolongada registada nalgumas regiões do país durante a última campanha agrícola.

Como consequência, a produção de cereais, em particular do milho, registou um fracasso sem precedentes.
Uma pesquisa do comité de avaliação da vulnerabilidade constatou que não obstante o país dispôr de algumas reservas alimentares, é necessário um reforço para fazer face às bolsas de fome até Fevereiro de 2013.
Na última safra, a seca prolongada afectou sobretudo o milho, gerando uma morte precoce das plantas, e impedindo assim a sua produção.
O consumo anual do país está estimado em dois milhões e setecentas mil toneladas de milho, e a exportação do cereal está suspensa para atender às necessidades internas.
O comité de avaliação da vulnerabilidade, que integra o governo, a FAO, a OXfam, a Visão Mundial, a Organização Mundial de Alimentação, a Fewsnet, entre outras organizações, recomenda a médio prazo, a adopção de estratégias para a redução das calamidades, entre as quais, a prática de culturas tolerantes a seca.
A agricultura sustentável e a diversificação das culturas, são algumas das estratégias apontadas para fazer face às calamidades naturais.
A longo prazo, o comité sugere que se deve repensar as formas de lidar com as questões de vulnerabilidade nas áreas afectadas para se evitar a repetição dos mesmos problemas.
O cenário de fome afecta o centro e sul do Malawi, nomeadamente, Nsanje, Balaka, Chiradzulu, Mwanza, Phalombe, Neno, Ntcheu, Zomba, Chikwawa e Blantyre. A maior parte destes distritos fazem fronteira com Moçambique.
publicado por Jornal NMz Moçambique às 10:37
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