Domingo, 3 de Junho de 2012

COMANDANTE DA POLÍCIA EM SENA ACUSADO DE ROUBAR DIVERSAS QUANTIDADES DE COMBUSTÍVEL.

O comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sena, distrito de Caia, província central de Sofala, é acusado de ter roubado diversas quantidades de combustível tendo depois condicionado a sua devolução ao pagamento de uma multa.
A queixa foi apresentada ontem (sabado) por um cidadão residente naquele posto administrativo durante um comício popular orientado no local pelo Chefe do Estado moçambicano, Armando Guebuza, no âmbito da sua Presidência Aberta e Inclusiva, em curso na província de Sofala.
A semelhança do que acontece em diversas partes do país, o posto administrativo de Sena não possui nenhuma bomba de combustível e a provisão deste bem é assegurado por fornecedores informais.
Paulino Alberto é um desses comerciantes e hoje decidiu denunciar as alegadas actuações do comandante local para com o grupo.
“No dia 4 de Agosto do ano passado, ele confiscou mais de 80 galões de combustível (cada uma com 20 litros do liquido) e quando fui ter com ele, exigiu-me uma multa de 20 mil meticais (cerca de 720 dólares norte-americanos) para a devolução dos meus 41 galões”, disse Alberto.
O denunciante diz ter pago o valor exigido pelo comandante, mas mesmo assim este não devolveu todo o combustível confiscado. Ao invés, este devolveu apenas 27, faltando 14 por entregar. “Ele acabu vendendo o meu combustível”, disse o queixoso, que pediu a intervenção do Chefe do Estado nesse caso.
Segundo afirmou, quando tentou prosseguir com este caso, o comandante em causa remeteu uma queixa contra si, acusando-o de difamação. Mas o tribunal não decidiu nada sobre o caso, alegando insuficiência de provas.
Nos últimos dias, o comandante intimidou o jovem acusador para não apresentar a sua queixa no comício de ontem e, tal como havia prometido ao queixoso, ele faltou ao comício orientado pelo Chefe do Estado. “Eu peço ser devolvido o meu dinheiro e combustível”, disse Alberto, solicitando a intervenção do Chefe do Estado neste caso.
Em reacção a esta e outras intervenções, Armando Guebuza não apresentou nenhuma solução imediata, mas disse que as preocupações tinham sido registadas e mereceriam a atenção do Governo. Aliás, o jovem Paulino Alberto é uma das pessoas ouvidas pelo ministro do Interior, Alberto Mondlane, para poder aprofundar a sua questão.
A semelhança dos outros dias, a tónica do discurso de Armando Guebuza foi sobre o combate a pobreza, mal que os moçambicanos devem crer na sua erradicação.
“Temos que valorizar os recursos que os nossos pais deixaram para nós”, disse Guebuza, acrescentando que “não há razões para continuarmos pobres. O que é importante é dominarmos os nossos recursos e sabermos usá-los para o nosso benefício. Nós não nascemos para sermos pobres”.
Por seu turno, a população enalteceu os feitos do Governo na redução da pobreza no país, mas também pediu a construção de vias de acesso, escolas (introdução do ensino secundário do segundo ciclo), casa-mãe de espera para mulheres grávidas, entre outras infra-estruturas importantes para o seu dia-a-dia.
publicado por Jornal NMz Moçambique às 14:09
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