Sábado, 21 de Abril de 2012

Mulheres desafiam tradição para salvar seus filhos do HIV

O uso da medicina tradicional em África está a se restringir devido à epidemia de Sida. Muitas mães, por exemplo, já estão a prescindirdo remédio da “panelinha” e do “caracol” para evitar passar o vírus HIV ao bebé durante a amamentação. Tudo porque dada a constituição desses medicamentos, essencialmente por copas e folhas secas de árvores, pode se criar lesões na boca ou no estómago do bebé, abrindo espaço para a entrada do HIV contido no leite materno da mãe, escreve a Agência de Notícias de Resposta ao Sida.


Salda Alfredo, de 34 anos, vive na periferia da cidade de Maputo e é mãe de três filhos, o mais novo dos quais com apenas sete meses. Os seus primeiros dois filhos sempre tomaram remédios tradicionais, mas no ano passado ela se descobriu portadora do HIV e começou imediatamente a fazer a terapia antiretroviral para evitar a transmissão vertical do HIV. Paralelamente, as enfermeiras do pré-natal a recomendaram apenas o leite de peito até os seis meses de vida do bebé.
Salda se mostrou à Agência de Notícias de Resposta ao SIDA determinada. “Não dou nada ao bebé. Apenas meu leite mesmo”, disse.
Questionada se não sentia falta do remédio tradicional para algumas enfermidades que possam apoquentar o bebé, ela respondeu nos seguintes termos: “não, porque tudo que o bebé sente o hospital resolve. Acho que tem todos os medicamentos”.
Hoje, ela dá ao bebé o xarope do antiretroviral Nevirapina que recebe mensalmente no hospital. “O primeiro exame feito no meu filho, quando ele estava com dois meses, deu negativo. Fizemos o segundo teste e também não acusou nada”, orgulha-se. Todavia, Salda terá que esperar pelo último exame que é feito no 18° mês de vida para certificar se o bebé está ou não completamente livre do HIV.


A mais de 30 km da cidade de Maputo, no distrito rural de Marracuene, Guida Alfredo Magaia conta que antes de ficar grávida fazia testes, mas nunca tinha acusado HIV. “Meu marido (trabalhador das minas da África do Sul) quis que fizéssemos filhos. Tivemos o primeiro, mas na segunda gravidez acusou HIV”, lembra.
publicado por Jornal NMz Moçambique às 09:45
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