Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012

Dhlakama semeia medo em Gorongosa

A PRESENÇA do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, nas matas de Vundúzi, no distrito da Gorongosa, em Sofala, desde 17 de Outubro passado, instalou um clima de medo e receio de retorno a guerra por parte da população.

Visivelmente emocionada, algumas pessoas que intervieram durante o comício orientado pelo governador de Sofala, Félix Paulo, segunda-feira passada, na vila-sede daquele distrito, afirmaram não entender os reais motivos que fizeram com que Dhlakama se reinstalasse naquela região potencialmente agrícola.
"Ele deixou casas luxuosas em Maputo e Nampula para vir agrupar homens armados nesta zona onde já vivíamos em paz e harmonia. Durante a guerra, ele também passou um longo período de tempo nas matas da Gorongosa como na Casa Banana, onde recordamos de tristes episódios de violência e destruição de infra-estruturas que foram todas reerguidas graças ao clima de paz que vivemos desde a assinatura dos acordos de Roma" -palavras do professor Inocêncio Lino, longamente aplaudido pela população.

Enquanto Lino intervinha, centenas de populares gritavam exigindo a retirada imediata do líder da Renamo das matas daquele distrito.
Outros intervenientes lamentaram o facto de não poderem se deslocar livremente as suas machambas receando que sejam atacados pelos homens armados em treinamento de Vundúzi. Muitas outras pessoas tiveram que abandonar os seus bens e habitações nas zonas periféricas do local de aquartelamento da Renamo por temerem o pior.

O clima de medo é um facto. Reportam-se casos de cidadãos que já estão a refugiar-se noutros distritos vizinhos devido ao ambiente tenso que se vive na Gorongosa.
Todavia, e em face das preocupações apresentadas pela população, o governador de Sofala tranquilizou a todos que Moçambique tem um regime democrático, sendo que cada um pode viver onde quiser. Contudo, realçou que o Governo defende a manutenção da paz, não havendo motivos para receios de retorno a guerra.

"Somos um país democrático e o importante é que cada um faça a sua parte. Por isso, todos nós devemos continuar a realizar nossa vida normalmente, indo a machamba, hospital, escola (...), mas vamos vigilantes e tranquilos"- disse o governante.
publicado por Jornal NMz Moçambique às 11:35
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