Sexta-feira, 23 de Novembro de 2012

Cancro do colo uterino: Moçambique submete pedido de vacina à OMS

O governo já submeteu um pedido a Organização Mundial da Saúde (OMS) para que Moçambique seja elegível a vacina contra o cancro do colo uterino, que já se transformou num problema da saúde pública no país, anunciou hoje, Carla Matos, chefe do Departamento de Doenças Não Transmissíveis no Ministério da Saúde (MISAU).

Carla Matos, que falava a imprensa moçambicana na cidade do Porto, a margem da visita de trabalho que a Primeira-dama, Maria da Luz Guebuza efectua desde terça-feira a Portugal, disse que o preço tem sido o maior impedimento para a sua massificação no país devido às elevadas somas de dinheiro envolvidas.

Enquanto o governo aguarda pela autorização para a recepção da vacina a preços sustentáveis, segundo Carla Matos, Moçambique tem vindo a implementar desde 2009, um programa de detenção precoce que permite tratar a doença e impedir a sua evolução para a fase de cancro.

A Primeira-dama moçambicana deverá dissertar, sexta-feira, no seminário internacional sobre “Criança Doente Oncológica e a Criança Portadora do HIV”.

“O rastreio que Moçambique está a realizar neste momento é um programa barato. Ele permite detectar a doença antecipadamente e, uma vez diagnosticada, a pessoa é tratada e só volta cinco anos depois a unidade sanitária para fazer o controlo”, disse Matos. Tambem avançou que, actualmente, o serviço de rastreio do cancro do colo uterino em Moçambique está a ser feito em 77 unidades sanitárias em todo o território nacional, integrado no programa de planeamento familiar.

O elevado índice desta doença em Moçambique, segundo Carla Matos, está relacionado com o início precoce das relações sexuais pelas mulheres. Além disso, muitas mulheres não procuram assistência médica em caso de complicações de saúde.
“Esta doença é evitável porque a partir do aparecimento da infecção ela leva entre 10 a 12 anos para evoluir para a fase de cancro, tempo suficiente para se evitar a sua progressão”, alertou.

Nesta área o seminário do Porto poderá ajudar Moçambique na angariação de mais apoios para as áreas de pesquisa, diagnóstico, formação de pessoal e na investigação do cancro em geral.

Moçambique também está a trabalhar com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para que esta organização concentre as suas atenções para o combate desta doença no país.
Sobre a criança portadora do HIV, outro tema a ser abordado por Maria da Luz Guebuza, tendo como pano de fundo reduzir para zero a transmissão vertical (mãe para filho), Carla Matos disse que este serviço está a ser prestado em mais de mil unidades sanitárias.
Neste contexto, cerca de um milhão de mulheres gravidas seropositivas beneficiam actualmente de aconselhamento e tratamento, como única forma de garantir o nascimento de crianças livres do HIV.
publicado por Jornal NMz Moçambique às 13:06
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